No século IV, Ctésias descreveu «certos burros selvagens» com tendo «corpos brancos, cabeças vermelho-escuras, olhos azuis-escuros e um corno na testa, que mede cerca de 45 cm». Plínio disse que um Unicórnio tinha corpo de cavalo, cabeça de veado, patas de elefante, presas de javali e um corno com 90cm. Contudo, a visão mais comum do unicórnio é a de um belo e gracioso animal da Idade Média, normalmente, retratado como um belo e imponente cavalo branco, com crinas e a cauda entrelaçada com flores silvestres, e com um corno em espiral, no meio da testa. Este corno sempre foi muito procurado, porque mudava de cor quando em contacto com veneno. Um deles, usado como recipiente para bebidas, estava guardado no castelo de Windsor no séc XVI e, já nessa altura, foi avaliado em dez mil libras.
Segundo a lenda, o Unicórnio só podia ser capturado por uma virgem, sentada sozinha, debaixo de uma árvore; ao vê-la o unicórnio tornava-se inofensivo e sentava-se aos seus pés. Era nessa altura, infelizmente, que os caçadores o atacavam e, ao morrer, o animal contava uma suave canção comovente. Com exepção do homem, o único inimigo mortal dos Unicórnios era o leão, com quem lutava pelo dominio da selva.
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